Pucón e o Vulcão Villarica, no Chile

Pucón e o Vulcão Villarica, no Chile viagens destaque chile Vulcão Villarica, Pucón, Chile.

Infelizmente, devido a morte recente de um brasileiro e um mexicano, o vulcão Villarica, no Chile, virou notícia em nosso país. O Projeto Latinoamérica passou por lá em 2008 e revisamos agora, com mais detalhes, a experiência da subida ao vulcão, sua dificuldade e, sobretudo, sua segurança.

Vulcão Villarica:

No Parque Nacional Villarica, a 8 km ao sul de Pucón, se encontram os vulcões Villarica e Quetrupillán, com 2874 m e 2360 m de altura, respectivamente. Mas é o vulcão Villarica sua principal atração, atraindo milhares de visitantes anualmente.

Villarica é um vulcão em atividade, e suas encostas, no inverno, são utilizadas para a prática de esqui. Mas é no verão, com neve apenas em sua parte superior, que turistas de todo o mundo tentam chegar ao seu cume. Sua subida é considerada fácil, não sendo necessária muita experiência em montanhas, mas preparo físico e fôlego são essenciais.

O tempo também é um fator a ser levado em conta. No caso de chuvas, as subidas são suspensas. O ideal é ir com dias de sobra para não perder a viagem e se informar sobre as condições do tempo no Chile.

Como chegar:

Embora o vulcão esteja próximo a cidade de Villarica, é na cidade de Pucón que a maioria dos turistas e viajantes param. Pucón é mais próxima ao vulcão e é onde se encontra grande parte das agências, com guias especializados.

Para chegar a Pucón, pode-se ir de ônibus desde Santiago (10h30). Para quem vem da Argentina, pode ser feita, através de San Martín de Los Andes (5h) ou, de Bariloche, via a cidade de Osorno, que está a 4h de Pucón. De avião, pode ser feito através da cidade de Temuco (122km) ou Puerto Montt (337 km).

: Confira outras distâncias entre cidades no Chile.

Como subir:

Antes de qualquer coisa, uma medida importante é se informar sobre uma agência séria e com guias experientes. Essas informações podem ser adqueridas na Oficina de Turismo (Av. O’Higgins 483) ou no Conaf (C. Lincoyan 336).

Para subir o vulcão é obrigatório a presença de um guia, por isso a procura de uma boa agência. Caso contrário, uma autorização deverá ser solicitada ao Conaf. Para mais informações: www.puconturismo.cl

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Segurança:

Antes da excursão, ainda em Pucón, os guias nos dão informações básicas de como será feita a subida e, já no vulcão, quando o grupo alcança o gelo, os guias fazem uma nova parada para falar, e demonstrar, sobre como se comportar no gelo. Como caminhar e o que fazer em caso de escorregões e quedas. Tudo parece bastante claro e seguro, já que a subida não é muito íngreme, mas que não deixa de ser perigoso no caso do não comprimento dessas normas.

O que levar:

As agências fornecem os equipamentos básicos necessários, como botas, grampos, jaquetas e capacetes. Embora isso pareça o suficiente, é aconselhável ir com roupas adequadas para frio de montanha e para a prática de trekking. À parte disso, água, barras de chocolate e sanduíches não fazem parte do pacote e deverão ser compradas separadamente.

Nem todos chegam ao cume

Pois é, tenho que admitir. Uma das coisas que me deixam triste, até hoje, é não ter chegado ao topo do vulcão. Os motivos foram vários e vão desde a falta de preparo físico a de roupas adequadas. Que isso sirva de alerta aos desavisados, como eu, que desembarcam por essas terras.

Falha número 1: Essa viagem foi feita sem planejamento algum. De forma que estava sem o mínimo de roupas adequadas. Um par de meias grossas, que eram boas para o frio mas péssimas para caminhar, e agasalhos grandes e pesados que, em movimento, me enchiam de suor, forçando inúmeras paradas.

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Falha número 2: A mais importante: faltou fôlego e preparo físico. Andar por horas em uma superfície plana é muito diferente do que em uma subida ininterrupta. Aí é necessário não só força nas pernas, mas um bom pulmão. Embora a tarefa não seja somente para super atletas, sedentários podem sofrer muito. As excursões também tem hora para voltar, e a nossa voltava cedo, o que não permitiu que parássemos muito para descansar.

Enfim, o vulcão Villarica, como a cidade de Pucón, são umas das atrações mais interessantes do sul do Chile e valem a visitação. O turismo na cidade não se limita apenas a subida ao vulcão, mas também possui rafting, pesca esportiva, trekkings, e um bom relaxamento nas termas da região.

Resumo:

Pucón Turismo: www.puconturismo.cl
Empresas de ônibus: Tur Bus e Buses Jac.
Empresas aéreas: Lan


10 Comentários
  1. Triste esta história dos mortos no Villarica. Eu estive lá há muitos anos atrás (1997), época em que o vulcão apresentava grande atividade. Foi um dos momentos mais marcantes da viagem de 2 meses e 16.000 km rodados que fiz à Patagônia. Como eu e meus 2 companheiros de viagem somos montanhistas experientes, subimos (mesmo sabendo ser proibido) sem guias, sem fazer parte de grupos das agências locais e constatamos que a subida realmente é muito fácil (no verão e com tempo bom). Em 3 horas já estávamos na cratera que cuspia pedras e lava pra todos os lados. Apesar da facilidade da escalada, ficamos assustados com as enormes gretas e fendas que vimos na encosta do vulcão e a descida, que convida em vários trechos a ir escorregando pela neve é a parte mais perigosa. Creio que as mortes recentes devem ter acontecido justamente nestas descidas de rampas de neve, com os rapazes sem experiência escorregando para dentro de uma destas gretas. Ainda lembro de nossos pensamentos ao avistar as gretas: caiu aqui, morreu! Que os deuses da montanha ofereçam abrigo a estes pobres rapazes. Condolências às famílias enlutadas.

  2. É realmente muito pesado chegar ao topo,mas a principal arma para essa subida é força de vontade !!!
    Na descida é realmente assustador visualizar estas gretas e crateras logo ao seu lado em curvas durante a descida escorregando e detalhe você recebe todas as instruções sim mas só sabe que machadinha te freia e funciona quando você usa ela na descida até la fica com uma incógnita na cabeça ( se eu cair sera que essa porr.. vai frear minha descida mesmo?) e lhe confesso que é bem difícil de frear ainda mas se for uma pessoa pesada.
    Resumindo falta infra estrutura no vulcão alem de instruções e treinamento adequado alem de TEMPO para realizar uma subida mais calma sem que fiquem te apressando para subir e descer.
    Mas o topo recompensa essa aventura, que como todas tem seus riscos ja sabidos antes da tentativa.
    Meus sentimentos a família de todos que perderam seus entes queridos no Villarica.

  3. Que tipo de roupa vc recomenda usar na subida?

  4. Oi Paula, em lojas de esportes de aventura você pode encontrar meias e blusas adequadas para trekking e montanha. Elas são um pouco mais caras, mas são ótimas. No site da Terrotório você pode ter uma ideia do que estou falando: http://www.territorioonline.com.br/

    um abraço!

  5. Eu também não cheguei ao topo, achei que os guias chilenos têm mais pressa de vender o pacote do que orientar sobre as dificuldades da subida para quem não está habituado. Felizmente pude apreciar a beleza do lugar mesmo assim. É lindo, e há mais coisas que simplesmente chegar à cratera. Na primavera o caminho é cheio de pequenas joias, que novamente os guias chilenos, deixam passar desapercebidos em sua pressa de cumprir a promessa de chegar lá em cima. Acho que um tour menos comprometido com os horários e com a performance ia ser uma ótima opção para o Villarica.

  6. Fomos a Pucón no começo de setembro e fizemos a subida com uma agência muito boa e guias experientes. Eles fornecem inclusive toda a roupa impermeável pelo mesmo preço das outras agências. Eu e minha filha paramos nos 1.800 metros e voltamos com um dos guias. Realmente dá mais medo descer do que subir. Mas mesmo não subindo até o topo vale muito a pena. Meu marido subiu até o topo. Realmente é necessário muito preparo físico e muito fôlego.

  7. Oi Denise, estou indo agora em outubro para Púcon e quero subir o vulcão. Você lembra o nome da agência que guiou vocês neste passeio? Obrigada.

  8. subi o vulcão em dezembro de 2010! fui por uma agencia muito boa, nosso grupo era muito rápido subimos em menos de 3 hrs o guia estava constantemente preocupado cmg pelo fator de que eu tinha na época 16 anos, é muito cansativo andar no gelo exige mt mais preparo mas todo esforço é valido o cume do vulcão é fantástico! mas a descida realmente é de dar medo, fui descendo sem deixar acelerar muito fui freiando a quase todo momento! O perigo esta em todos os lugares se voce for parar de fazer tudo por medo não vai fazer nada!

  9. Em dezembro de 2012, estávamos em uma pousada, e conhecemos um casal que disse que subiriam o vulcao villa rica no outro dia, naquele dia estava chovendo, e com chuva não se pode subir, eles nos levaram as termas Geométricas, imperdoáveis, e naquele clima de deslumbramentos, fechamos um pacote com a agencia Elementos, pelo valor de 104 dolares, por pessoa, saímos cedo, seis emeia tomamos um café na pousada, cada um com sua mochila contendo uma jaqueta, calca e polaina tudo de um material impermeável, luvas, capacete,botas para montanha e um estribo para colocar na bota quando a neve esta congelada, e um instrumento que parece uma picareta para quando você escorregar e também auxiliar a subida e descida, e nosso lanche para o dia,frutas, agua, sanduíches, etc. Não e comentado nada sobre preparo físico, apenas se possui alguma doença. Subimos o vulcao em seis horas, com algumas paradas para colocarmos roupas e fazermos um lancino. Confesso que foi bem difícil, fiquei dois dias toda doida, pois não eh apenas subida, você tem que cravar opõe bem firme para nao escorregar , e já na subida havia um rapaz que nao colocou o estribo no pé, escorregou e quebrou a perna, tiveram que fazer uma cama e transporta-lo carregando. No final da subida , começa a dar uma tontura e arder a garganta, pois o vulcao solta gazes. Finalmente chegamos ou topo, eh muito lindo lá em cima, você vê uma vista maravilhosa, mas aí, tem a descida, que da mais medo ainda, fomos com dois guias, e eu louca de medo fui bem atras do guia, minha perna tremia, uma pelo cansaço e outra pelo medo. descemos ate um pedaço, aí a gente fez um esquibunda, coloca um equipamento que prende na cintura e passa para traz pelo meio das pernas, e quando você senta já sai deslizando,e o único freio são seus pés e a tal da picareta. A velocidade e muita as vezes você nao consegue frenar,como ele dizem. E derrepente no meio da descida entramos no meio de uma nuvem, nao enchergavamos nada a mais de dois metros, da um medo, param todos, fazem uma fila e andam um atras do outro, achei que ficaríamos perdidos o meio da neve, após algum tempo de caminhada, saímos da nuvem e voltamos ao esquibunda, e finalmente após 10horas chegamos ao pé do vulcao, que experiência.

  10. Consegui subir o Villarrica nesta sexta-feira (18/jan/2013). Sou um desses sedentários, que está acostumado a caminhadas curtas. Foram 5 horas de subida dura, difícil e muito cansativa. Senti muita dor nas pernas e falta de fôlego. O ritmo dos estrangeiros que subiam junto era muito forte e, essa história de que eles sobem no ritmo da gente e que devemos fazer nosso próprio ritmos é conversa fiada. Se você não estiver no ritmo adequado ficará na equipe que não subirá até o topo. Durante a subida, vi fendas no gelo que me deixaram assustado, bem como regiões perigosas. Uma pessoa sem preparo em Hiking sofrerá muito e possivelmente não chegará ao topo. Foi meu primeiro Hiking e quase não dei conta. Não recomendo a ninguém que não tenha um bom preparo físico.

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