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Trabalhando na viagem 15 janeiro 2010 as 16:58 de Rodrigo Souza

Para viagens longas uma coisa interessante a se fazer é conseguir trabalho em alguns lugares. As vantagens são muitas, pois além da economia, se amplia contatos e experiências.

A maneira mais fácil de conseguir trabalho em outro país, pelo menos para mim, é aproveitar a amizade que se faz em hostels e conseguir algo aí mesmo. Seja um web designer (diseñador web), poliglota, jardineiro, eletricista, tatuador… sempre é possível conseguir algo.

Hoje em dia é imprescendível que um hostel tenha uma página na internet, então são sempre bem vindas pessoas que possam construir sítios, fazer manutenção, ad-sense, ad-words… Manutenção em equipamentos, configurações, instalações também são úteis.

Os que falam mais de um idioma tem a opção de trabalhar em recepção, principalmente quando fala o idioma da maioria dos visitantes. Não quero, com isso, dizer que o inglês seja sempre fundamental, embora seja bom ter algum conhecimento.

Por ter um ambiente mais informal, já vi tatuadores trabalhando dentro de hostels (quando esses permitem) e artesões vendendo algumas peças. Jardinagem também é um conhecimento que é útil em muitos lugares, principalmente em cidades menores, onde existem hostels com uma grande área verde.

Em algumas páginas na internet se pode tentar algo antes mesmo de sair de viagem. É o caso do Ho.la hostels, que é uma rede de albergues na América Latina. Oura opção, para Peru e Bolívia, é o Loki hostels.

É claro que é mais arriscado, e não recomendo, viajar sem dinheiro nenhum (ou muito pouco) com a esperança de conseguir trabalho fácil. Vejo esses trabalhos como uma forma de ficar um pouco mais nos lugares e conhecer mais locais e pessoas. Não como uma receita fundamental que, sem ela, se vá passar fome ou não ter onde dormir. Na América Latina não é tão fácil ganhar dinheiro a ponto de voltar com dinheiro para o Brasil, mas trabalhando em troca de hospedagem já vejo como uma grande vantagem.

Finalizando, as opções poder ser muitas dentro de um hostel (invente a sua). Embora não sejam tão fáceis de conseguir, são uma boa opção para economizar um pouco e ocupar a cabeça, já que tanto tempo viajando as vezes cansa.

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+ Vale a pena fazer a carteirinha do Hostelling International (HI)? Por Rodrigo Souza 14 dezembro 2009 as 23:06 2 comentários

hi

Há alguns meses atrás eu escrevi um post sobre as vantagens do HI. Acontece que, naquele momento, estava preparando minha viagem e realmente estava empolgado com todos os benefícios que o Hostelling International prometia.

Agora, quase 6 meses depois, tive a necessidade de fazer um post mais atualizado, com minhas opiniões atuais, já que o antigo post ainda é acessado.

Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que essas foram minhas impressões viajando pelo Chile e Argentina. Para outros países talvez seja diferente. Mas vamos lá:

Vale a pena pagar os R$ 40,00?
Para mim, não vale. Existem outras redes de hostels na América Latina, como o Ho.La, que não cobram nada, pois o importante para eles não é ganhar dinheiro com uma carteirinha, mas sim com hospedagens. Na Ho.La, você pode inclusive perder a carteirinha que o que vale é o registro que foi feito na página deles, pela internet. Nesse caso é só pedir outra no próximo hostel que for se hospedar. No HI a coisa é bem mais complicada e outra carteira terá que ser feita (e paga).

Descontos em passagens de ônibus:
A coisa não é tão simples como eu pensava. Sim, há diversas empresas que dão desconto, mas os bilhetes tem que ser retirados em poucos lugares, na maioria em Buenos Aires. Ou seja, se você está em outra cidade a carterinha não vale nada.

Descontos em Hostels:
Os sócios do HI, tem 10% de desconto nos hostels da rede, mas são lugares normalmente mais caros que os demais e, ao meu ver, com demasiadas regras. Passei por hostels muito bons, no caso de Puerto Iguazu e outros muito ruins ou muito mais caro que os demais, caso de Bariloche.

Não quero de forma alguma fazer uma anti-propaganda da rede, mas como havia feito um post que favorecia o HI, não quero que esta seja entendida como minha última palavra. Como disse, há bons hostels na rede, mas creio que pagar para ser sócio seja desnecessário. E as vantagens que eles oferecem não são tão vantajosas como fazem crer.

Na dúvida, pague para ser sócio e teste em uma viagem. O pior que vai acontecer é não querer renová-la, como eu.

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+ Ho.la: Mais uma opção para hospedagem Por Rodrigo Souza 07 agosto 2009 as 15:55 Nenhum comentário

hola

Muita gente, e eu me incluia entre eles, conhecem apenas a rede de hostels, ou albergues, do Hostelling Internacional, ou HI. Só na Argentina, fui descobrir que existem outras opções ao conhecido HI.

Uma dessas redes é a Ho.la, Hostels Latinoamerica, que agrupa hostels do México a Argentina, incluindo o Brasil.

As vantagens? Bem, Ho.la é uma rede nova, desde 2007, e além de manter muitos albergues, que tem um certo nível de qualidade, não cobram para fazer a carteira de membro. É só fazer o cadastro pela internet e solicitar a carteira em um hostel associado. É uma maneira diferente de ver os negócios, pois com carteiras grátis, se tem mais membros. Já no HI, a carteira internacional não sai por menos de R$ 40,00.

Os usuários cadastrados tem 10% de desconto nos hostels e também tem descontos em passagens rodoviárias e alguns restaurantes. Vale a pena conferir as vantagens em seu sítio.

Quando se trata de vantagens para hospedagens e passagens, novas opções nunca são demais. Ainda mais quando são grátis.

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+ Viajar sozinho Por Rodrigo Souza 04 agosto 2009 as 18:57 3 comentários


Festa em um hostel

Algumas pessoas tem um certo receio de fazer coisas sozinhas, como ir ao cinema, ir a um bar ou algo parecido. Uma viagem então, nem pensar. Talvez por medo do tédio, ou de não conseguir se entrosar com outras pessoas, ou da falta de segurança.

Mas se pensarmos bem, viajar sozinho tem, como tudo, prós e contras. Se por um lado estamos mais inseguros ou vulneráveis, por outro, temos a completa liberdade de fazer tudo o que queremos.

Se o problema é o tédio ou a solidão, nada melhor que ficar em hostels, onde cada dia é diferente, com pessoas diferentes, e de diversos países. É incrível como num mesmo lugar podemos odiar um dia e amar o dia seguinte. Se tiver um mínimo de estrutura, creio que os hóspedes fazem um hostel ser bom ou ruim. Já passei dias em hostels em que ninguém fala com ninguém, e outros em que podemos nos sentir muito a vontade, numa grande família.

Já um hotel tem suas vantagens, nada comparadas a um albergue se falarmos de privacidade e conforto. Mas além de ser mais caro, a dificuldade de conhecer pessoas também aumenta muito. Sair de férias sozinho e, numa cidade que não se conhece ninguém, ficar em um hotel, não é para qualquer um.

Quanto a segurança, corremos riscos, de uma forma ou de outra, em qualquer lugar. Temos, é claro, que estar sempre atentos, mas não muito mais do que em qualquer outra viagem. Existem livros para mulheres que desejam viajar sozinhas, como Viaje sozinha, de Flávia S. Julius e Maristela do Valle. Vale a pena dar uma conferida.

viage-sozinha

Agora, o que não dá é deixar de viajar por não ter companhia. Talvez estranhe um pouco a primeira viagem, mas logo se acostuma. E, se gostar, vai ver que vicia.

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+ Puerto Iguazú/Posadas Por Rodrigo Souza 26 junho 2009 as 3:15 6 comentários


Posadas

Já não tinha vontade de sair de Puerto Iguazú. Havia conhecido um pessoal legal (é, os ingleses saíram do meu quarto) e o hostel era perfeito para descansar, usar o computador, fazer comida… Mas a brincadeira começava a sair caro e decidi ir para a próxima cidade do roteiro: Posadas.

Mentira, a próxima era Asunción mas decidi mudar.

Existem ônibus para Posadas a cada uma hora, mais ou menos, e por diversas empresas. A passagem custa $ 45,00 e vai parando muito até Posadas, o que dá um pouco mais de 5 horas de viagem.

Já que em Puerto Iguaçu fui para um hostel mais barato e me dei mal, agora fui para o La Aventura, que era mais caro ($ 35,00). Ele é da rede HI (Hostelling Internacional) e a reserva foi feita ainda em Puerto Iguazú, no Hostel Inn.

La Aventura Hostel
La Aventura Hostel

A roubada começou quando vi que era longe do centro, num lugar que não tinha muita coisa por perto. Eu devia ser um dos únicos hospedes do lugar e fui me decepcionando conforme ia conhecendo o lugar. Vários blocos que faziam com que tivesse que andar numa escuridão (a lanterna foi bem útil), a cozinha era fraquinha e o banheiro dava pra sentir o cheiro de longe. Fiquei só esta noite.

banheiro-la-aventura
Banheiro do La Aventura

Na noite seguinte fui para o Vuela el Pez, bem próximo ao centro e 5 pesos mais barato ($ 30,00). Um local simples, mas me pareceu honesto e agradável.

vuela-el-pez
Vuela el Pez


Preços (em pesos):

Ônibus Puerto Iguazú/Posadas: $ 45,00 (Expresso A. del Valle)
La Aventura Hostel: $ 35,00
Hostel Vuela el Pez: $ 30,00

Roubada:
Quando alguém te diz que um lugar é longe do centro, acredite. Eu não acreditei e fui a pé com minha mochila. Quase morri e quando não aguentava mais e decidi pegar um taxi estava a duas quadras do hostel. Falei que ia andando, me perdi, e andei umas 6 quadras.

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+ Hostels e os quartos coletivos: como (não) pagar mico Por Rodrigo Souza 24 junho 2009 as 2:55 3 comentários

lanterna

Li certa vez que é de bom tom, em albergues, ter sempre uma lanterna em mãos, para o caso de chegar tarde e as outras pessoas estiverem dormindo, não incomodar ninguém. Achei um certo exagero e quando vi alguém usando esse artifício pela primeira vez, até achei engraçado.

Pois bem, chegou minha vez de chegar mais tarde que os outros, num quarto totalmente escuro. Primeiro fui mal educado e acendi as luzes para chegar até minha mochila e pegar minha escova de dentes. Apaguei a luz, fui ao banheiro escovar os dentes e pensei em como seria minha volta. Arquitetei uma rápida estratégia para chegar até a cama e fui.

Fui tateando uma parede e caminhando bem devagar e com o máximo silêncio possível. O que não contava, é que muitos hospedes não guardam todos seus pertences nos lockers (armário com essa finalidade), deixando coisas pelo chão. Não preciso dizer que devo ter acordado as outras cinco pessoas com o tombo que levei e um “ai” que saiu sem querer. Depois disso, resta dizer um sorry (baixinho), deitar e tentar dormir. Mesmo que um pouco dolorido.

O pior de tudo é que eu tinha uma pequena lanterna em algum canto da mochila. Na noite seguinte foi uma maravilha, só faltou eu ir pulando.

E se aquela inglesa, da cama da frente, um dia ler isso: Eu ouvi você dando risada, viu?

Foto: Sxc

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+ Hostel em Puerto Iguazú Por Rodrigo Souza 24 junho 2009 as 0:55 Nenhum comentário

iguazu2

Chegando em Puerto Iguazú, dos hostels que eu tinha em vista, decidi por um barato e que me pareceu bom pelas fotos que vi na internet. É o velho truque de um design melhorzinho.

Tinha visto algumas páginas na internet. A maioria muito simples e sem informações suficientes. Separei os melhorzinhos e, por fim, optei pelo Sweet Hostel Sweet, $ 25,00.

E lá fui eu. Bem que eu tinha estranhado que não havia fotos de alguns locais, mas a área externa me pareceu bem agradável. Resultado: não havia computadores, a internet e wi-fi, anunciadas no site, não existiam, e os quartos deixavam muito a desejar. Tudo bem, fiquei só uma noite.

Bem em frente a rodoviária, tem o Marcopollo Inn que me pareceu bom, mas já que eu vinha de uma má experiência, decidi por um indicação de um grande amigo: o Hostel Inn.

Ele é um pouco distante da cidade, na rodovia que leva as Cataratas. Eu já tinha lido sobre ele no Guia O Viajante, que dizia ser um dos melhores albergues da Argentina. Realmente, é de tirar o chapéu. Hostel de primeira, com muito espaço para área comum. O único problema era o preço: $ 38,00 (para membros HI) e ficar longe de mercados. É aconselhável fazer as compras ainda na cidade, próximo a rodoviária.

Como cheguei em um sábado, a noite foi movimentada, com churrasco e um “show musical” ($30). É, os gringos gostaram das duas mulatas sambando e chamando-os para dançar. Eu preferi ficar de fora, achando graça na cena “para inglês ver”. O pior é que a grande maioria era de ingleses.

carnaval-pra-ingles-ver

Dois dias depois teve outra festa, com um asado, que me disseram que não estava muito bom, e um show de tango. Foi mais bonito, mas confesso que muito menos divertido que o estranho show de samba.

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+ Vantagens do HI Por Rodrigo Souza 28 maio 2009 as 12:15 1 comentário

hi

Correndo para ajeitar tudo para o início da viagem, ontem fui fazer minha carteira do Hostelling Internacional. Até agora, não havia considerado isso muito importante. Nas outras viagens, pagava um pouco mais em algumas diárias mas essa diferença sempre foi coisa pequena, que não compensava os R$ 40,00 de uma carteira internacional. Isso sem falar que existem ótimos hostels que não são dessa rede.

Bom, mas como eu já disse, ontem decidi fazer a minha carteira. Fui na sede da AHPR – Associação de Hostels do Paraná, em Curitiba, e para minha surpresa, saí de lá com, além da carteirinha, uma sacola repleta de folhetos da América do Sul, especialmente da Argentina.

Além do ótimo atendimento, do cafezinho e da simpatia, veio a grande novidade, pelo menos pra mim: A carteira do HI também dá descontos em várias empresas de ônibus na Argentina, o que dá para rodar por qualquer parte do país com 10% de desconto. Parece que a idéia é ampliar essa rede de serviços. Vamos torcer!

Acho que esses R$ 40,00 vão voltar rápidinho.

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Veja o novo post, depois de 6 meses de viagem. Creio que as opiniões sobre o HI mudaram um pouco.

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