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Fitz Roy 18 novembro 2009 as 2:30 de Rodrigo Souza

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Trekking do primeiro dia, um dos miradoes cerca da cidade.

A primeira coisa que o ônibus faz, antes de entrar em El Chaltén, é parar nos guarda parques e todas as pessoas tem que sair do ônibus e escutar algumas recomendações para o tráfego no parque. Também nos dão mapas com os trekkings que se pode fazer com os tempos e dificuldades de cada um, e são muitos.

Cheguei a cidade por volta das 18h e já cansado de ficar sentado dentro de um ônibus perguntei a que horas anoitecia, pois queria aproveitar para caminhar em alguma trilha que não fosse muito grande. Pois bem, já deu para fazer dois miradores que ficam a 1h de caminhada e num nível fácil, embora em subida. O próximo dia seria o caminho pesado.

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Início da trilha: muito verde e um vento de matar.

De manhã saí para fazer a trilha da laguna de los tres, que é onde se tem uma das melhores vistas do Fitz Roy. A caminhada é de quatro horas da cidade (ida), sendo a última hora, de aproximadamente 1000 metros, inteira em subida íngreme. As três primeiras horas são tranquilas, com leves subidas e descidas até que o caminho vai até uma montanha que é a tal última hora de caminhada. Nessa parte, o caminho já está coberto por neve, o que dificulta um pouco o trajeto e que fez com que, mais uma vez, eu tivesse a sensação de ter perdido um pulmão pelo caminho.

Chegando no alto da montanha se tem uma belíssima vista do Fitz Roy e é aonde todos param para comer, descansar e tirar fotos, embora o vento e o frio atrapalhem bastante. Uma dica, que não ajuda em nada, é subir rezando para que o tempo esteja bom e se possa ver o esperado Fitz Roy, pois quando estava quase chegando cruzei com uma pessoa que estava descendo e perguntei se faltava muito (eu estava bem cansado) e como estava lá em cima. O cara me respondeu, com uma cara desanimada e com um espanhol horrível: No laguna, no Fitz Roy!

el-chalten-trekking ao fitz roy
A neve começa a aparecer…

Quando cheguei realmente não se via nada, estava todo encoberto. Alguns iam embora decepcionados e eu aproveitei para sentar e comer um pouco. Depois tentei tirar fotos de mim mesmo com o pouco que se via da montanha e depois de várias tentativas frustradas, resolvi pedir a alguém. No fim esse alguém era brasileiro, um gaúcho maluco que veio com a mulher de Rural até o Ushuaia e agora estavam subindo pela Ruta 40. Ficamos conversando por mais de uma hora até que inesperado aconteceu: as nuvens se foram e surgiu o imponente Fitz Roy. Maravilhoso!

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…até que a neve está por toda parte e se vê o esperado Fitz Roy.

No caminho de volta, como já era por volta das 2 da tarde e o gelo já havia derretido bastante, ficou uma mistura de lama e gelo super escorregadio. A descida não exigia dos pulmões mas acabou com meu joelho. Essa volta se pode fazer 3 horas, já que o caminho é mais tranquilo, depois dessa descida, é claro.

No fim, cheguei com algumas dores no hostel e, após um banho, senti que meu joelho estava destruído e que me impossibilitou de fazer qualquer outra caminhada desse tipo (essa a a vida de sedentários que resolvem fazer trekking). Como a próxima parada era o Parque de Torres del Paine, já sabia que não ia sair muita coisa, mas lá fui eu. Mas essa história fica para outro post.

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Ah, eu tinha que aparecer em uma.

Gastos:
Nada. O caminho é para todos :)

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+ Trekking em El Bolsón: Cajón del Azul e Retamal Por Rodrigo Souza 27 outubro 2009 as 12:19 2 comentários

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Após um dia de merecido descanso, partimos para outro desafio: uma longa caminhada passando pelos refúgios de Cajón del Azul e Retamal. Um caminho que com bom ritmo e preparação física se pode fazer em 3 horas mas que fizemos em 4, já que disciplina e saúde não é nosso forte.

Por ser longo e demorado, e não querermos acordar muito cedo, optamos por passar a noite no último refúgio, o de Retamal. Dessa forma, deixamos as mochilas grandes no albergue e fomos com as pequenas, com comida e um pouco de roupa. O ideal, que não fizemos, é levar também um saco de dormir, para o caso de já ter gente nos refúgios, que possuem poucos. No caso de querer economizar, também se pode levar uma barraca.

A trilha é muito bonita, passando, às vezes, por árvores centenárias (coihues, cipreses e alerces) e sempre próximo ao belíssimo Rio Azul, de água transparente.

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Quando se chega ao refúgio de Cajón del Azul o cansaço é grande e, uma boa pedida, é parar e tomar uma cerveja artesanal, feita no próprio refúgio, comer alguma coisa e partir para os 40 minutos finais, até o refúgio de Retamal.

O que mais impressiona nesses refúgios é a maneira como vivem, longe de tudo e tentando produzir o máximo possível no local, desde o pão, a cerveja, os doces… Gente que vive sem ver outras pessoas, às vezes, por dias ou semanas.

Refúgio Retamal

Bom, depois de um merecido jantar a luz de velas (já que não há lâmpadas no local), no Refúgio Retamal, conversamos muito e vimos um céu estrelado que poucas vezes vi em minha vida. Dormimos como nunca, descansando para mais 4 horas de caminhada no dia seguinte.

Amanheceu com uma leve chuva e caminhamos por um longo tempo debaixo dela. Cansativo mais uma vez mas, como disse em outro post, ótimo para a auto-estima.

Preços (em pesos):
Hospedagem dentro do refúgio: $ 35,00
Jantar no refúgio: $ 40,00
Café da manhã no refúgio: $ 15,00
Taxi de El Bolsón ao início da trilha: $ 15,00

Veja outros trekkings em El Bolsón.

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+ Trekking em El Bolsón: Piltriquitron Por Rodrigo Souza 26 outubro 2009 as 11:10 Nenhum comentário

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Outras pessoas se juntaram ao grupo inicial e no dia seguinte em que fomos a Cabeza del Indio, fomos ao Piltriquitron, uma das montanhas que rodeiam a cidade de El Bolsón.

Para chegar, pode-se pegar um taxi até a base da montanha e fazer o resto caminhando ou um taxi até a plataforma, que é um local bem mais alto e que economiza algumas horas de caminhada em pura subida em estrada de terra. A primeira opção saem uns 10 pesos e a segunda uns 70.

Escolhemos a segunda, já que estávamos em 4 e também para que tivéssemos mais fôlego para a subida final. A volta, que era só descida, decidimos fazer a pé. Mesmo indo até a plataforma, ainda tivemos uma subida difícil.

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No caminho se encontra o Valle Tallado, com esculturas feitas em árvores mortas de um antigo incêndio. É um bom momento para sacar fotos e descansar um pouco para o que ainda restava de subida.

Mais um tempo de caminhada, no qual devo ter deixado um pulmão pelo caminho, chegamos ao refúgio Piltriquitron, onde tomamos uma cerveja logo que chegamos (coisa de esportista) e comemos um pouco.

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Depois de recuperar o fôlego, e o pulmão que havia ficado pelo caminho, demos conta da fantástica vista do lugar. Passamos várias horas ali, bebendo e conversando, olhando para a pequena cidade abaixo e a cordilheira dos Andes ao fundo. Na falta de mais adjetivos, repito: Fantástica!

Agora faltava a volta em uma descida de quase 10 km. Chegamos outra vez exaustos e pedimos um taxi até a cidade. Após uma boa janta, dormimos felizes e jurando não fazer nada no dia seguinte além de descansar. Dois dias depois viria uma caminhada ainda mais longa, para El Cajón del Azul e Retamal, mais essa história fica para outro post.

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+ Trekking em El Bolsón: Cabeça de Índio e Cascada Escondida Por Rodrigo Souza 23 outubro 2009 as 0:44 Nenhum comentário

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Quando cheguei em El Bolsón uma outra hóspede do hostel, que havia chegado no mesmo dia, após ter ido a uma agência de viagens, veio me convidar para fazer alguns passeios juntos, pois esses eram feitos para um mínimo de duas pessoas. Não recordo os valores, mas eram um pouco caros.

Nos informamos mais sobre os lugares e vimos que poderíamos fazer todos por conta própria, sem a ajuda de um guia ou agência. E lá fomos nós.

Começamos pela Cabeza del Indio e Cascada Escondida, um passeio que se pode fazer em 3 horas mas, como nos perdemos no início, acabamos em 4 horas (é, fazer as coisas sozinho tem algumas desvantagens). Enquanto estávamos perdidos, cabeças de índio apareciam em todas as pedras, era mais ou menos como imaginar imagens nas nuvens, onde com um pouco de imaginação, se pode ver de tudo. Foi engraçado, mas depois de algum tempo encontramos a verdadeira.

De lá para a Cascata é fácil, com um caminho de 1 hora e, dessa vez, bem sinalizado.

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Como nossa rota não era tão habitual, ensinada por moradores locais, o regresso foi por um caminho bem acidentado, pela margem do rio. Após cerca de 1 hora terminamos o percurso e aproveitamos para comer algo, pois a fome era imensa.

Quando voltamos ao hostel e comentamos do difícil caminho, nos disseram que ele era ótimo para a auto-estima. É verdade, estávamos mais confiantes e alegres por vencer o duro caminho de cerca de 8 km e, mais importante, sem gastar um tostão.

Foi cansativo e belo. Mas esse era só o começo, pois a partir daí as coisas iam ficar um pouco mais pesadas, com idas ao Piltriquitron e a Retamal.

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