Trekking do primeiro dia, um dos miradoes cerca da cidade.
A primeira coisa que o ônibus faz, antes de entrar em El Chaltén, é parar nos guarda parques e todas as pessoas tem que sair do ônibus e escutar algumas recomendações para o tráfego no parque. Também nos dão mapas com os trekkings que se pode fazer com os tempos e dificuldades de cada um, e são muitos.
Cheguei a cidade por volta das 18h e já cansado de ficar sentado dentro de um ônibus perguntei a que horas anoitecia, pois queria aproveitar para caminhar em alguma trilha que não fosse muito grande. Pois bem, já deu para fazer dois miradores que ficam a 1h de caminhada e num nível fácil, embora em subida. O próximo dia seria o caminho pesado.
Início da trilha: muito verde e um vento de matar.
De manhã saí para fazer a trilha da laguna de los tres, que é onde se tem uma das melhores vistas do Fitz Roy. A caminhada é de quatro horas da cidade (ida), sendo a última hora, de aproximadamente 1000 metros, inteira em subida íngreme. As três primeiras horas são tranquilas, com leves subidas e descidas até que o caminho vai até uma montanha que é a tal última hora de caminhada. Nessa parte, o caminho já está coberto por neve, o que dificulta um pouco o trajeto e que fez com que, mais uma vez, eu tivesse a sensação de ter perdido um pulmão pelo caminho.
Chegando no alto da montanha se tem uma belíssima vista do Fitz Roy e é aonde todos param para comer, descansar e tirar fotos, embora o vento e o frio atrapalhem bastante. Uma dica, que não ajuda em nada, é subir rezando para que o tempo esteja bom e se possa ver o esperado Fitz Roy, pois quando estava quase chegando cruzei com uma pessoa que estava descendo e perguntei se faltava muito (eu estava bem cansado) e como estava lá em cima. O cara me respondeu, com uma cara desanimada e com um espanhol horrível: No laguna, no Fitz Roy!
A neve começa a aparecer…
Quando cheguei realmente não se via nada, estava todo encoberto. Alguns iam embora decepcionados e eu aproveitei para sentar e comer um pouco. Depois tentei tirar fotos de mim mesmo com o pouco que se via da montanha e depois de várias tentativas frustradas, resolvi pedir a alguém. No fim esse alguém era brasileiro, um gaúcho maluco que veio com a mulher de Rural até o Ushuaia e agora estavam subindo pela Ruta 40. Ficamos conversando por mais de uma hora até que inesperado aconteceu: as nuvens se foram e surgiu o imponente Fitz Roy. Maravilhoso!
…até que a neve está por toda parte e se vê o esperado Fitz Roy.
No caminho de volta, como já era por volta das 2 da tarde e o gelo já havia derretido bastante, ficou uma mistura de lama e gelo super escorregadio. A descida não exigia dos pulmões mas acabou com meu joelho. Essa volta se pode fazer 3 horas, já que o caminho é mais tranquilo, depois dessa descida, é claro.
No fim, cheguei com algumas dores no hostel e, após um banho, senti que meu joelho estava destruído e que me impossibilitou de fazer qualquer outra caminhada desse tipo (essa a a vida de sedentários que resolvem fazer trekking). Como a próxima parada era o Parque de Torres del Paine, já sabia que não ia sair muita coisa, mas lá fui eu. Mas essa história fica para outro post.
Ah, eu tinha que aparecer em uma.
Gastos:
Nada. O caminho é para todos








