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Las casas de Neruda 01 outubro 2009 as 23:53 de Rodrigo Souza

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Apelidado, por nós, de Che Neruda (em associação a casa de Che Guevara, em Alta Gracia), no Chile fomos visitar as famosas casas de Pablo Neruda, que hoje são museus abertos a visitação.

Por ordem cronológica, o poeta chileno teve três casas: a de Isla Negra, La Chascona (Santiago) e La Sebastiana (Valparaíso).

Comecei pela última, de Valparaíso, onde o poeta teve uma casa no alto de um serro (Florida). Para chegar até ela, não adianta subir por ascensor, que ainda para muito longe. O ideal é pegar um ônibus que deixa bem próximo a casa e, depois, se pode descer caminhando.

A casa de Valparaíso impressiona. A visita é auto guiada com um aparelho que lembra um grande telefone celular, e se pode escutar áudios (em português, espanhol e inglês) de quase todos os cômodos da casa. A vista é linda!

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Casa Museo La Sebastiana, Valparaíso.

Depois de alguns dias conheci a de Isla Negra, que é bom avisar que não fica em uma ilha, mas no pequeno povoado de Isla Negra, a 1h30 ao sul de Valparaíso.

Em Isla Negra as visitas são feitas com um guia, que falam sobre o lugar e respondem perguntas, rapidamente, para que o próximo grupo não os alcance. A casa é bonita, tem coleções incríveis mas a forma das visitas deixam um pouco a desejar. Mais um vez a vista é linda, de frente para o mar.

Já na minha ‘querida’ Santiago, a casa de Neruda foi uma das poucas coisas que valeram a pena na minha curta estadia. A casa é conhecida por La Chascona, em homenagem a terceira esposa de Neruda, Matilde Urrutia, e seu revolto cabelo.

Com muitas fotos e quadros, de artistas como de Siqueiros, Rivera e Léger, além de artistas brasileiros, como Pancetti, a casa tem, dessa vez, uma bela vista da cordilheira dos Andes, que hoje não é tão bela devido as construções vizinhas atuais.

Todas as casas possuem uma loja, onde se pode comprar livros e souvenirs, além de espaços agradáveis para se tomar um café e comer alguma coisa.

Um bom roteiro para quem visita essa região do Chile.

Preços (em pesos chilenos):
Entrada de Valparaíso e Isla Negra: $ 3.000
Entrada de Santiago: $ 2.500
Ônibus Valparaíso/Isla Negra: $ 2.700 (Pulmann Bus)

Funadación Pablo Neruda: www.fundacionneruda.org

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+ Hospedagem em Valparaíso Por Rodrigo Souza 19 setembro 2009 as 20:07 Nenhum comentário

Escadarias nos morros de Valparaíso.

Já conhecia um pouco de Valparaíso e me hospedei mais uma vez em um hostal cerca do terminal rodoviário. Muitos desses hostals são como casas de família e não tem a estrutura de um albergue comum. Não é difícil ver crianças, filhos dos donos, correndo pela casa.

A primeira noite foi no hostal Patricia, a uma quadra do terminal. O lugar até que é confortável, se não fosse a dona do local e suas demasiadas regras. Custou 6.000 pesos por pessoa.

No dia seguinte, afim de economizar um pouco e sair do ‘quartel’ em que estávamos, fomos ao Hostal La casa de Evelyn, a umas 4 quadras dali. O preço caiu bastante (3.500 por pessoa) e a qualidade também.

Nesses hostals não há café da manhã, alguns possuem wi-fi (no nosso caso, os dois) e computador com internet (na Casa de Evelyn não havia). Os banheiros, às vezes, podem ser bem simples e, outrass vezes, simples demais. O ideal é entrar, conhecer e ir embora se a casa for muito macabra.

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Cerros de Valparaíso. Foto: Célia Martyniak.

Mas um dia antes de ir embora de Valparaíso, visitando os cerros e os ascensores da cidade, vi uma área que me pareceu bem agradável para se hospedar. Subindo o ascensor Concepción passamos por muitos hostals, cafés e restaurantes, além de ter uma bonita vista da cidade. Não sei dizer o preço, mas se voltasse a Valparaíso ficaria nessa região, que possui uma estrutura muito mais interessante e não tão precária como a do centro. Infelismente descobrimos isso um pouco tarde pois já estávamos de saída para Viña del Mar.

E falando em Viña del Mar, como é ao lado, muita gente se hospeda em Viña e só visita Valparaíso. Eu acho que vale a pena ficar um pouco em cada uma, mas o acesso é tão fácil entre elas que dá para ter somente um ponto de hospedagem, sem problemas.

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+ Buenos Aires / Valparaiso Por Rodrigo Souza 16 setembro 2009 as 20:21 4 comentários

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De Buenos Aires (Argentina) a Valparaíso (Chile) de ônibus, são cerca de 20 horas, que podem ser feitas pela empresa Cata por 190 pesos, em serviço semi-cama. Parece ser uma viagem muito longa mas o caminho se faz de forma bem satisfatória: de Buenos Aires até a cordilheira dos Andes parece ser feita em uma única reta e em terreno sempre plano. Como a viagem começa do fim da tarde, a maior parte do trajeto se faz durante a noite, quando se está dormindo e, no início da manhã, começam as primeiras curvas, sinal de que chegamos a cordilheira.

Para uma viagem de um oceano a outro, ou seja, do Atlântico ao Pacífico, o serviço de bordo é bem eficiente. São servidos refrigerantes, janta, café da manhã e uma lanche no almoço: muito bom.

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Sei que não é muito comum esse trajeto pelos viajantes, que normalmente o fazem de Mendoza a Santiago, mas é uma experiência interessante. Aliás, esse ônibus para também em Santiago e o preço é o mesmo. Dessa forma, decidimos ir primeiro a Valparaíso e depois a Santiago.

Eu já tinha cruzado a cordilheira, a alguns anos, entre Bariloche e Osorno e não tinha achado grande coisa, mas entre Mendoza e Santiago é realmente lindo. No alto, o ônibus para na fronteira com o Chile e passamos algum tempo fora do ônibus para fazer todas as burocracias. Um bom momento para tocar o gelo e passar um pouco de frio.

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Para quem não conhece Mendoza, acho besteira fazer esse trajeto que fiz, pois iria perder uma linda cidade. O aconselhável, nesse caso, é ir até Mendoza e depois cruzar para Santiago, Valparaiso ou Viña del Mar, que são as cidades que irei falar nos próximos dias.

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