El Bolsón: Piltriquitron

Já comentamos por aqui sobre alguns trekkings que se podem fazer em El Bolsón, na patagônia Argentina (a 130 km ao sul de Bariloche), como os caminhos à Cabeza del Indio e ao RetamalFaltava um dos caminhos mais conhecidos, o que leva ao Piltriquitron e ao Bolque Tallado.

Para fazer esse passeio, de forma independente, é recomendado pegar um taxi na cidade que leve até a plataforma da montanha, onde fica o início da trilha. O local está bem mais acima da base, e irá economizar algumas horas de caminhada em pura subida de estrada de terra. Embora o táxi saia mais caro, é a melhor maneira de se cansar menos e poder aproveitar melhor o dia. O valor do táxi pode ser repartido em um pequeno grupo e, acreditem, vale a pena.

Nosso grupo optou por ir até a plataforma, já que estávamos em quatro pessoas (o táxi não saiu caro) e queríamos mais fôlego para a subida final, já que ainda resta um trecho bastante íngreme e cansativo. Na volta, que era só descida, decidimos fazer a pé, até a base.

Bosque Tallado

No caminho passamos pelo famoso Bosque Tallado, com esculturas realizadas em árvores mortas de um antigo incêndio. É um bom momento para sacar fotos e descansar um pouco para o que ainda resta de subida. Muita gente vai só até aí, que já é um ótimo passeio, mas nosso objetivo era chegar ao refúgio que fica próximo ao cume. E lá fomos nós.

Depois de um tempo de caminhada, no qual devo ter deixado um pulmão pelo caminho, chegamos ao esperado refúgio Piltriquitron. Ali pudemos matar nossa fome, sede e descansar bastante. Uma dica é experimentar a cerveja caseira do refúgio.

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Depois de recuperar o fôlego, e o pulmão que havia ficado pelo caminho, demos conta da fantástica vista do lugar. Passamos várias horas ali, bebendo e conversando, olhando para a pequena cidade abaixo e a Cordilheira dos Andes ao fundo. Na falta de mais adjetivos, repito: Fantástica!

Agora faltava a volta em uma descida de quase 6 km. Chegamos outra vez exaustos e pedimos um taxi até a cidade. Após uma boa janta, dormimos felizes, jurando não fazer nada no dia seguinte além de descansar. Dois dias depois viria uma caminhada ainda mais longa, para El Cajón del Azul e Retamal, mais essa história fica para outro post.




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