Viagem ao Paraguai: Além da zona franca

Turismo Paraguay

Viagem ao Paraguai

Quem nunca torceu o nariz diante de um convite para viajar ao Paraguai? Puro preconceito! O país, infelizmente mais conhecido pelos brasileiros como a terra dos sacoleiros, tem muito mais a oferecer que eletrônicos baratos e perfumes em conta.

A começar pela população. Descendentes de índios guaranis, espanhóis e holandeses, eles têm uma cultura tão nova e miscigenada quanto à dos brasileiros, são tão cordiais e receptivos quanto nós e, talvez por isso, gostem tanto de mostrar aos visitantes o que têm de bom.

Veja também: Assunção, Paraguai

Quando se fala de natureza, claro, esse bom não inclui praias. O Paraguai, assim como a Bolívia, não possui fronteiras marítimas. Em compensação, a paisagem bucólica é rica em planícies e montanhas. E, assim como os pampas gaúchos, é repleta de cenas e lugarejos que parecem reproduções de época.

Essa vida campestre que parece dominar o país – ledo engano de turista! – reflete-se na culinária simples, rústica e deliciosa que é servida nas fartas refeições paraguaias, seja ela oferecida em um restaurante ou numa casa de família. A sopa paraguaia – de sopa não tem nada – é uma torta de milho com queijo e cebola, deliciosa.

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A capital Assunção, com seus prédios e monumentos históricos, é parada obrigatória. A Casa Viola, a Casa da Independência, o Correo Central e a Catedral Metropolitana, só para citar alguns, refletem a influência da colonização espanhola.

Outro ponto turístico importante são as missões jesuítas. Apesar de Brasil e Argentina terem as ruínas mais famosas, as maiores e mais bem preservadas estão em território paraguaio. Trinidad reúne o conjunto mais interessante, classificada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Distante 250 km de Ciudad del Este, o sítio histórico fundado em 1706 ainda preserva partes de uma igreja com 86 metros de largura, 45 metros de comprimento e estrutura dividida em três naves. Dentro dela, é possível visitar os túmulos dos caciques e jesuítas enterrados ali. Na antiga sacristia, encontram-se dezenas de relíquias históricas recolhidas durante as escavações arqueológicas. Habitações indígenas, a praça central e o Museu Jesuítico completam o roteiro histórico.

Você sabia?

Além do espanhol, a população paraguaia fala o guarani. A língua indígena é o segundo idioma oficial do país.

Matéria gentilmente cedida pela revista Mais. Edição de Maio/Junho 2011. N. 35.

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1 Comentário
  1. ótimo post!

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