El Túnel, de Ernesto Sábato

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Há pouco tempo, na Argentina, li um livro de Ernesto Sábato: El Túnel. Na época, pensei em escrever um post sobre o livro, mas por algum motivo acabei não escrevendo. Agora, depois de pouco mais de um mês, conheci um argentino, de Rosário, que é ator e que ia apresentar um monólogo justamente desse livro. Eu, que já havia gostado bastante da história, não perdi a oportunidade quando fui convidado a assistir a peça.

Como esse livro é leitura quase obrigatória nas escolas, esse espetáculo era só para estudantes de uma escola de El Bolsón, na faixa de 15, 16 anos. O que me fez lembrar muito do escritor brasileiro Machado de Assis e da obra Dom Casmurro, que também é, ou ao menos era, sempre assunto de escola e vestibular.

E as lembranças não acabam por aí. El Túnel conta a história de um pintor, Castel, que a exemplo de Bentinho (de Don Casmurro), pensa demais. Tanto, ao ponto de já não sabermos mais se aquilo faz algum sentido ou são puros delírios. A grande diferença é que Castel acaba matando seu grande amor e Bentinho não chega a tanto. Ah, não, não contei o final da história, pois na primeira página do livro já sabemos do crime.

El Túnel, de 1948, é tida por muitos como uma novela psicológica e existencialista, e também foi muito elogiada por Albert Camus, entre outros.

Para os que já conhecem ‘Dom Casmurro’, ler o livro de Ernesto Sábato é uma bom momento de relembrar, comparar ou simplesmente desfrutar, como uma boa história de um grande escritor argentino. Para os que não conhecem, é uma boa maneira de se chegar até a obra.

Foto: phill.d


Por Rodrigo Souza

Editor e idealizador do Projeto Latinoamérica. Google+

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