Jogando tudo pro alto e caindo na estrada

Uyuni, Bolívia

Caminho próximo a Uyuni, Bolívia.

Há quem viaje para descansar, para conhecer outras culturas, outras pessoas, para fugir da rotina, para se divertir… Também existem as viagens que são como uma espécie de fuga ou, visto por outro ângulo, de busca.

Fuga no sentido de querer abandonar a vida que leva, que muitas vezes parece não ter sentido, e cair na estrada, sem cobranças, sem culpas. Por outro lado, mesmo que pequena, pode existir a esperança de encontrar um lugar onde tudo pareça ser diferente, onde encontre paz ou a felicidade que lhe faltava.

Algumas pessoas, em algum momento, podem se sentir perdidas, com dificuldade para se adaptar as rotinas tão comuns em nossa pobre sociedade, como estudo, trabalho, carreira, compras, status, casamento, filhos… E, que não tendo mais tempo de olhar ao que foge dessas ‘obrigações’, se veem em uma situação absurda. É aí que entra a viagem.

Nesse caso, apesar da viagem poder ser vista, de fora, como sinais de covardia, preguiça ou vadiagem, ela se justifica pelo simples motivo de que os valores já caíram por terra, e se tornaram totalmente distintos, em uma nova visão do mundo.

Um pouco romântico? Ou pouco hippie?

É claro que essa não é a filosofia de todo viajante. Mas, ao mesmo tempo que abandonamos tudo, a procura por algo é muitas vezes inconsciente. Seja a procura de uma paz interior, do seu verdadeiro eu, de um paraíso na terra ou seja lá o que for.

Para alguns autores, só a procura já justifica esse caminhar. Uma procura, mesmo que não pareça, mesmo sem impor objetivos claros. Porque talvez, o mais importante não seja a meta, mas o estar a caminho.

Quem sabe?


Por Rodrigo Souza

Editor e idealizador do Projeto Latinoamérica. Google+

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